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Picote Atual
  

Quem chegar a Picote vindo pela Estrada nacional 221 poderá ficar admirado com a quietude das suas ruas, o sossego que atravessa a paisagem. Poderá o viajante pensar que chegou a uma terra abandonada quase deserta. Puro engano. A vida irrompe e pulula onde nem sempre se vê!

A avenida Nossa Senhora de Fátima, recentemente remodelada, com a pequena capela ao seu lado esquerdo, dá-lhe as boas-vindas. Entre. Esta é a parte mais nova da aldeia cujas casas foram construídas já nas últimas décadas do século XX. De um lado e do outro da estrada, testemunham o trabalho de uma nova geração que deixa, nessas construções, a marca do seu sucesso pessoal, profissional e económico.

Ao chegar à bifurcação em que a estrada ora o conduz ao Barrocal do Douro, pela esquerda, ora o leva para o centro da aldeia, pela direita, encontrará o primeiro ponto de interesse para o seu palato e sobretudo para o seu estômago, se assim o entender. A Cozinha Regional de Picote está mesmo aí do seu lado direito, ao lado do pequeno curso de água que corre teimosamente nos meses de inverno, e se apaga, para rejuvenescer, nos meses estivais. Se tivera sorte de chegar numa hora da fornada, de certo que não ficará indiferente aos aromas exalados pelo forno de lenha e sobretudo pelo pão e outras iguarias da mesma “família”: as fritas, os dormidos, os económicos… Se a sua visita coincidir com uma época festiva, a Páscoa, por exemplo, então chegou na melhor altura pois os folares que saem daquele forno são capazes de convencer o estômago mais empedernido e mais renitente. Mas não é tudo, faltam os enchidos: chouriças, bulhos, chouriços, … confeccionadas a partir de porcos da raça bisara, cevados pelas donas da Cozinha, são outra das delícias que o esperam.

Continue o seu percurso até ao centro da aldeia. O largo da igreja marca um espaço geográfico entre a parte antiga, mais a sul, e esta que se terá desenvolvido já na alta idade média. Os seus vestígios são as casas rurais e agrícolas com as grandes portas – as chamadas portaladas – de que encontrará alguns exemplares em torno do templo. Este, por sua vez, representa mais uma época na construção da modernidade da aldeia. Efectivamente, foi edificado em meados do século XX, aquando da construção da Barragem porque o outro, que se encontrava no mesmo local, era demasiado pequeno para acolher todos os fiéis. Ao lado ergue-se outra construção ainda mais recente, a Casa do Povo, levantada nos anos 80 e reconstruída já em pleno século XXI. Para além de um pequeno salão, abriga agora os serviços da Junta de Freguesia e dispõem igualmente de um pequeno bar onde poderá tomar uma bebida ou solicitar outras informações sobre a aldeia.

Poderá, por exemplo, perguntar pelo Sr. António Branco, uma pessoa que dedica muito do seu tempo a imaginar e a construir peças de artesanato, a partir de madeiras autóctones, ou com base em telhas e outros materiais que não deixarão de encantar pela sua harmonia e beleza estética. Ainda neste largo não deixe de apreciar o trabalho exímio que os Irmãos Preto realizam quer com o alumínio, quer com o ferro. A sua Serralharia e o seu dinamismo, também em outras áreas, é apenas mais um exemplo de como esta aldeia ainda tem vitalidade porque há pessoas, como eles, que labutam e dão o seu melhor. Nesta matéria, não podemos esquecer a Serralharia de Abílio Rodrigues, que se encontra à entrada da aldeia e é mais um exemplo do dinamismo e da atividade económica que se desenvolve na aldeia.

Mais um exemplo de empreendedorismo é o que está na origem da criação do vinho Lhaços que Carlos Meirinhos criou a partir do néctar extraído de vinhas em Picote cuja adega se situa entre o Largo da Igreja e o Largo do tombar.

É aqui que se encontra o Restaurante e também Café Carmona. Neles poderá saborear uma boa refeição ou dar apenas uma pontinha de conversa quer com os proprietários, quer com os outros clientes. A proximidade e o rosto humano são duas das características das actividades que se desenvolvem em Picote. Por isso, se precisar de fazer pequenas compras, não hesite em perguntar ou dirigir-se aos comércios – os sotos, em mirandês – de Edmundo Preto e também de Fábia #.

É neste largo que as primeiras casas de pedra mostram a sua face. Este é um dos elementos de construção mais antigo, tradicional e genuíno da aldeia. Se continuar a sua descoberta chegará assim ao núcleo antigo, ao Bárrio ou ao Sierro, onde estas casas guardam os segredos da construção e a herança de gerações.  O espaço foi, recentemente, alvo de uma intervenção urbanística, que ainda não terminou, e está visível nas casas que ainda estão em reconstrução. É aqui que encontrará a Casa de l Bárrio e também a Casa de l Puio, duas casas de Turismo rural recentemente recuperadas e também prontas a acolhê-lo.

Se já ouviu falar no Ecomuseu Terra Mater, é agora altura de visitar o seu Centro de Interpretação. Aqui o ajudarão a compreender melhor o espaço, a cultura, a história e as gentes de Picote e da Terra de Miranda. Seguidamente, prepare o seu olhar. Chegará à Peinha de l Puio, um proeminente e deslumbrante miradoiro sobre o rio. Encha os pulmões de ar puro e deixe-se deslumbrar pela vista magnífica que o Douro, lá ao fundo nos oferece. Comungue com as rapinas que, normalmente, sobrevoam as arribas, da paz e tranquilidade que não encontrará em nenhum outro lugar.

De saída da aldeia dirija-se ao Barrocal do Douro, localidade que faz parte da mesma freguesia, construída nos anos 50 do século XX para albergar os trabalhadores daquela que é hoje a Barragem de Picote. Deixe-se deslumbrar pela arquitectura moderna – classificada como conjunto de interesse público – presente na Capela, na Estalagem ou nas Casas que cresceram de mãos dadas com as fragas. E é no meio das fragas, debruçada sobre as arribas, que encontrará também a moderna Cunicultura, de Vítor Arribas. Mais um exemplo das actividades económicas que se desenvolvem um pouco por toda a freguesia.